Friday, 1 August 2008

Nepal

















Desde a saída de Colombo (31 de Julho) que ainda não dormi convenientemente. Esta será uma das fases da viagem mais cansativa. De Colombo fui a Bangalore onde jantei em casa da Maria e do Gonçalo (c12). Nessa mesma noite apanhei avião para Delhi.

Chegado a Delhi e ainda sem dormir fui com o Kwame arranjar bilhetes de comboio para Gorakpur. De Gorakpur iremos de autocarro para o Nepal.

Hoje à noite vamos aproveitar a noite de sexta-feira em Delhi e amanhã no final do dia apanhamos o comboio.

3 de Agosto

A fronteira entre Índia e Nepal, em Saunali, e um autentico caos. As habitações completamente degradadas, estradas lamacentas e uma algaraviada de pessoas, animais, bicicletas e algo mais...

A saída da India não correu muito bem. Encontramos na fronteira oficiais corruptos que nos pediram 100 Rs para não nos confiscarem o documento de registo na Índia. A quantia e insignificante mas o esquema deixou-nos furiosos.

Já na Nepal visitamos a vila/lugar chamado Lumbini. Lumbini tem uma zona de mosteiros e templos de vários países. Bhuda supostamente nasceu em Lumbini.

4 Agosto

Acordamos prontos para abandonar Lumbini mas avisam-nos que existe uma greve de transportes. De facto e verdade não há autocarros nem táxis... O gestor da guest house consegue um taxi que parte as 18h mas a um preço bem superior ao preço justo. Não temos alternativa. Em principio hoje a noite será passada em Chitwan...

5 Agosto

Viajamos de táxi ate Sauraha para visitarmos o parque nacional de Chitwan e nos juntarmos ao resto do grupo tuga (irmã e primos do Ricardo). Durante a viagem e numa altura que apenas eu estava acordado dentro do táxi, um individuo de mota comeca a conduzir ao nosso lado e pede ao taxista para parar. A primeira questão que me faz "Tu és portugues ?" ao que eu respondi com um trejeito de desconfiança, após oito meses na India nao confio em nada nem ninguém... fiquei confuso e acordei o resto da malta. Depois la concluímos que esse individuo era o gestor da guest house onde estavam alojados os outros tugas e sabia que nos chegávamos nesse dia... Alias segundo ele disse ja andavam pessoas na fronteira a tentar localizar-nos... eheheh

Durante o dia aproveitamos para relaxar num bar a beira rio, conversamos com um espanhol que anda ha 4 meses a viajar pela Ásia (antes de nos so se tinha cruzado com dois portugueses) e apanhamos uma chuvada no regresso a casa... Soube muito bem andar de bicicleta a chuva, levou-me ate aos tempos de adolescência. Sensação de Liberdade, óptimo.

O final do dia terminou com uma futebolada com os Habitantes da Vila e mais tarde "Aldeia vai dormir"

6 Agosto

O dia começou cedo, as cinco da manha foi a alvorada. Fizemos um passeio de Elefante pela "Selva" onde o único animal selvagem que conseguimos ver foi um rinoceronte. Ao cabo de duas horas estávamos desejosos para que terminasse o passeio, o sol era abrasador.

Mais tarde fomos tomar banho com os elefantes. Adorei a experiência.

7 Agosto

Viajei ate Pokhara. Na chegada perdi a paciência com as abordagens dos cidadãos Nepalenses, em pouco tempo tínhamos 20 pessoas a quererem oferecer hotéis e táxis. Perco a paciência insulto as pessoas e sou mal educado. Hoje já não podia ouvir ninguém e ou ignorava as abordagens ou simplesmente dizia que não falava com estranhos.

Amanhã vamos visitar a cidade e provavelmente fazer rafting.

8 - 11 Agosto

A minha intenção inicial era escrever numa base diária uma espécie de diário de bordo. No entanto a velocidade das ligações no Nepal fizeram esse plano impraticável.

Um dos dias fomos fazer rafting estava com imensas expectativas afinal era a minha primeira vez. Foi um passeio bastante agradável num percurso bordejado por montanhas fantásticas. Mas a maior adrenalina foi altura em que o instrutor explicava as normas de segurança.

No dia seguinte rumámos a Catmandu a capital Nepalesa. No percurso tivemos que enfrentar uma espera de 4 horas devido a um acidente. Esse acidente levou a que o condutor conduzisse de forma completamente inconsciente. Por duas vezes pensei que o acidente seria inevitável... Tive que dizer ao condutor que se queria morrer que se matasse sozinho e ele lá acalmou.

Chegámos por volta da meia noite e tivemos que procurar uma guest house... A primeira tinha no mínimo cinco baratas gigantes na cama... Continuamos a procurar e lá encontramos uma que apenas tinha duas ou três baratas no quarto... Não consegui dormir sem garantir que já não havia vestígios de baratas...

Visitei o centro histórica da cidade onde ocorria uma cerimónia Hindu, as ruas estavam coloridas mas achei logo numa primeira impressão a cidade caótica.

No dia seguinte era altura de partir para Butão.


Sunday, 27 July 2008

Sri Lanka
















Os últimos dias em Bangalore foram atribulados. Na sexta-feira combinei com os meus amigos um jantar de despedida. Nessa mesma tarde Bangalore e assolada por um atentado terrorista, a cidade fica vazia com todos os estabelecimentos comercias encerrados. Felizmente o restaurante onde tinha combinado o jantar não encerrou. Mais tarde ainda fomos ao ICE bar que estava praticamente vazio...

Acabou o Capitulo da minha vida em Bangalore. No final fica uma nostalgia por deixar um sitio onde fiz amigos e associado a uma experiência de vida única.

No sábado rumei a Sri Lanka e durante o dia de hoje visitei Sigiriya um forte numa rocha onde podem ser encontradas ruinas de um mosteiro do século V. A paisagem do topo da rocha e magnifica.

Seguiu-se Kandy uma cidade no centro do Sri Lanka. Uma cidade bastante religiosa. No Domingo a noite tentamos sair mas parecia que estávamos numa cidade fantasma, ninguém nas ruas.

Pela manha de segunda-feira dei uma volta por Kandy e parti em direcção ao famoso Adam's Peak. Eramos os unicos turistas na altura. Esta e altura de monções e portanto corresponde a epoca baixa. Nesse tarde estava a chover e decidimos adiar a subida para a noite seguinte.

Partimos as 4.30 da manha e chegamos ao topo da montanha por volta das 7 da manha. A subida e muito complicada pois e feita principalmente por escadas. No topo um denso nevoeiro impediu que desfrutássemos de uma paisagem que seria com certeza magnifica.

Por volta das 9 da manha chegamos ao hotel tomamos o pequeno-almoço e partimos para Bentota, uma cidade muito conhecida pelas suas praias. Ainda houve tempo para um mergulho... óptimo depois de um dia tão cansativo.

Hoje o dia vai ser calmo e para descansar. Vamos ate a praia dar um mergulho e partimos para Colombo por volta das 6 da tarde.

Colombo estava sobre vigilância máxima devido ao encontro da SAARC. Maior parte dos pontos de atracção turística estavam no perímetro de segurança onde ninguém podia entrar.

Wednesday, 23 July 2008

Última semana em Bangalore

Parece que termina mais uma etapa na minha vida. Oito meses bem vividos, repletos de emoções fortes.

Esta semana termino o meu estágio e posso gozar férias. Irei visitar alguns países vizinhos e finalmente regressarei a Portugal.

A aventura ainda não terminou mas o balanço final será com toda a certeza muito positivo.

Monday, 14 July 2008

Kerala


Backwaters em Allepey


Basílica de Santa Cruz

Praia de Cherai


No passado fim-de-semana (12/13 de Julho 2008) visitei Kochi, uma das cidades mais importantes do estado de Kerala.
Desde o início que tinha curiosidade de visitar este estado não só pela sua beleza natural e pelo legado deixado pelos vários povos europeus mas também pela capacidade que este povo teve, com poucos recursos, em alcançar níveis de desenvolvimento humano ao nível de países desenvolvidos.
Kerala é o estado com o melhor sistema de educação da Índia. Os níveis de literacia rondam os 90% e a esperança média de vida, o estado de saúde e a equidade entre géneros destaca-se de todos os restantes estados indianos.
Na chegada percebe-se que esta região é uma Índia diferente. Uma Índia onde é possível relaxar onde o respeito pelo próximo é maior.
Nota-se que os valores tradicionais ainda estão muito enraizados e que mesmo as populações urbanas ainda têm traços de ruralidade bem presentes. Nas ruas maior parte dos homens exige o tradicional mundu e as senhoras o Sari.
Na primeira noite dormimos numa casa com arquitectura holandesa (Napier House) situada no Forte de Kochi. Fomos muito bem recebidos trataram-nos da reserva do barco-casa e do táxi.
No dia seguinte acordámos e o sol lá espreitava :) Tomámos um pequeno almoço muito agradável e partimos para Allepey.
Allepey é conhecido pelos seus inúmeros canais, lagoas e lagos. Fomos até lá para passar um dia nas famosas casa-barco.
O barco era bastante confortável com três quartos munidos de casas de banho privadas e uma sala com sofas e mesa de jantar. Durante a viagem contemplámos uma paisagem magnífica, relaxámos e jogámos monopólio.
Na manhã seguinte terminámos a viagem de barco e fomos até ao centro da cidade que constituíu uma desilusão para mim. Não vi nada de interessante... No final da tarde e desanimados pela falta de charme da cidade de Kochi fomos até ao forte.
O final da tarde acabou por se revelar muito divertido. Visitámos redes de pesca chinesas a basílica de Santa Cruz e também dedicámos tempo para compras.
No último dia fomos até à praia de Cherai para descansar um pouco e carregar energias para mais uma semana de trabalho.

Sunday, 29 June 2008

Incredible India

Wednesday, 25 June 2008

Hong Kong e Macau

Há tanto tempo que estou na Índia que por vezes esqueço o quão diferente é este país de todo o mundo.
Lembrei-me em Hong Kong que de facto a Índia tem que correr muito para se tornar um país atractivo e com qualidade de vida. A Índia pode fascínar com a sua diversidade, com a sua riqueza histórica e cultural com os seus sabores e aromas. Mas não chega...
Soube bem passear em ruas limpas, com pessoas que respeitam o meu espaço, onde posso atravessar a rua com um risco de atropelamento muito reduzido e onde as buzinas são usadas com contenção.
A ilha de Hong Kong é bastante cosmopolita repleta de arranha-céus que acolhem grandes multinacionais e centros comerciais onde se vende glamour, em vez de Zara e Mango temos Louis Vitton, Dior e Channel, os fast-food dão lugar a restaurantes de luxo.
Na ilha de Hong Kong visitámos o Victoria Peak que oferece uma vislumbrante vista sobre Hong Kong e Kowloon. Pena que o tempo não ajudou, estava muito nevoeiro. Mas sem dúvida que merece uma visita numa noite de céu limpo.







No comboio que nos levou ao ponto mais alto da ilha de Hong Kong.

The Peak


No final da tarde fomos assistir ao espectáculo de luz e som que acontece diariamente no Porto de Victoria. Continuámos a deliciar a vista.
Depois fomos para casa descansar porque à noite queriamos assistir ao Portugal-Alemanhã. Saímos de casa por volta da meia noite e foi tarefa difícil encontrar um restaurante. Mas afinal os chineses não trabalham dia e noite... Parece que em HK é um pouco diferente. Com algum esforça la encontrámos um restaurante onde o senhor que nos servia à mesa exibia uma cigarrilha...
O jogo de Portugal como sabem não correu muito bem e portanto a noite não se alongou... Fomos cabisbaixos para casa descansar que o dia tinha sido bem longo.






No dia seguinte visitámos as agitadas ruas de Kowloon. Nem nas ruas da Índia me lembro de tanto movimento e confusão. Mas adivinhem quem nos chateava nas ruas a oferecer as mais diversas coisas... Adivinhem... Adivinhem... Pois é, os nossos queridos amigos Indianos :P

No fim de algumas compras ... Apanhámos o Ferry para Macau.




Quando chegámos a Casa do João da Marta e do Pedro tinhámos uma recepção de luxo preparada... Super bock e Sagres a acompanhar com umas tapas. A melhor parte ainda estava para vir... Bacalhau com natas, delicioso. Martinha muito obrigado!




Um brinde com a Marta.

No sábado foi o aniversário do Ricardo. Começámos com um jantar tipicamente à portuguesa. Bitoque e pudim de ovos, Maravilha...
A noite continuou no casino MGM e mais tarde na discoteca MP4. Uma noite de muita diversão e boa disposição.

Um jantar à portuguesa.

Eu e o Pedro.

Eu e o Johny no tejadilho de um táxi à maneira... Aiii eu na Índia tenho que andar de riquexó e estes meninos usam táxis de luxo...


O aniversariante num momento de reflexão...

Um grande brinde ao Ricardo... O homem da noite.



Depois de uma grande noitada uma visita cultural. Ruínas de S. Paulo.


Goa... Again














Tuesday, 27 May 2008

Taj Mahal

Que melhor título para o meu post nº 100 que Taj Mahal. Um dos símbolos da Índia, uma das sete maravilhas do Mundo.
A viagem a Deli foi há cerca de dois meses atrás. Fui passar uma semana ao departamento de BPO (Business Process Operations) da Wipro em Deli. Na verdade, o meu trabalho resumiu-se a conhecer algumas pessoas e ter umas reuniões para me explicarem o funcionamento do negócio.

O facto de ter que me apresentar no escritório impediu que conhecesse Deli como queria, em Agosto terei tempo para explorar melhor a cidade.

Quinta-feira fomos ao famoso Urban Pind. Este bar digamos que salvou os meus colegas de Deli de estarem a anti-depressivos, e tornou esta aventura mais multi-cultural. Quem visitar Deli não pode perder as noites de quinta neste bar. Bar aberto e muitos estrangeiros, o sítio perfeito para fomentar novas amizades.


Eu e Ricardo a tomar as primeiras bebidas da noite.

Os Vascos na sessão fotográfica habitual.

No sábado rumámos a Agra uma cidade repleta de palácios, luxuosos fortes, jardins e os famosos mausoléus, alguns deles declarados Património Mundial da Humanidade.

Iniciámos a nossa visita pela pequena vila de Sikandra em Agra. Este lugar é conhecido pelo seu Masoléu de Akbar. Este masoléu foi construído pelo próprio imperador mongol Akbar.

É admirável a simetria arquictónica do monumento.


Eu destruindo a simetria do Masoléu.


Eu e o Kwame à entrada do Taj Mahal


As expectativas eram enormes, afinal estamos a falar de um monumento quase mais conhecido que a própria Índia. Foi considerado uma das sete maravilhas do novo mundo e obviamente é Patrimonio Mundial da Humanidade.

Um acto de amor transformado num monumento de impressionante beleza e perfeição. Este masoléu foi contruído pelo imperador xá Jahan em memória de uma mulher preferida, Mumtaz Mahal


Segurança no trabalho!!!

Para finalizar a visita a Agra fomos visitar a cidade Mongol Fatehpur Sikri. Esta cidade foi em tempos a Capital do Império Mongol. Mais tarde viria a ser abandonada e os seus tesouros pilhados. Uma cidade onde o islâmico e hindu se cruzam em perfeita sintonia demonstrando a abordagem secular de Akbar.

Constantino, Eu e Ricardo.

No Domingo ainda houve um encontro de alguns dos Portugueses que se encontram na Índia.

José, Kwame e Filipe Honrado

Joana (verde) e uma amiga Brasileira.

Acabei a semana onde comecei... No Urban Pind com o Ricardo e o Kwame numa noite Salsa.

Actualização

Quem tem visitado o meu blogue pode achar que eu já nem esteja por terras Indianas. A verdade é que me faltavam umas fotos de Deli e de Agra e não queria começar um novo capítulo da minha aventura sem fechar este.

Vou tentar esta semana actualizar tudo o que tem acontecido por aqui desde março até agora. Afinal já recebi visitas e nem um post fiz... Shame on me!!!

Este é o post 99 ... O 100 é especial e daí ser sobre a minha visita ao Taj Mahal.

Sunday, 18 May 2008

Caminhos de Ferro da Índia

A empresa de caminhos de ferro da Índia é o maior empregador do Mundo.

Emprega 1 Milhão de pessoas.

Saturday, 26 April 2008

Para quem diz que na Índia não há mulheres bonitas...

Não há dúvida que a Índia é um país de contrastes. Se eu pusesse fotos das 3 mulheres mais bonitas que trabalham na mesma empresa que eu, vocês assustavam-se.






O deslinde da impermanência

Um olhar pela Janela e um estrangulamento de raiva rouba-me o fôlego. Um fragor que me atormenta e uma revolta que me faz apertar as têmporas com vontade de exorcizar deambulações perversas e obsessivas.

Um apetite ferino corre-me nas veias, o coração filtra-me o sangue e acabo por devolver uma carícia sentida, genuína e inebriante.

A imutabilidade é um desejo humano, o desejo da jovialidade permanente, a vontade de eternizar uma paixão de alma. Pobre é aquele que não se frustra com o deslindar da impermanência de um estado estático, morre num congelamento da alma, condena-se à ignorância dos sentidos e da vida.

Esta felicidade que sinto é fruto de uma transitoriedade cruel e sangrenta que me alimenta, que me lança num universo de sensações.

Monday, 21 April 2008

Teste de Alcoolemia

Na semana passada a caminho de casa fui mandado parar pela polícia. Na altura estava sem carta e fiquei um pouco nervoso.



O polícia mandou-me tirar o capacete e de repente encostou o nariz dele à minha boca para averiguar se tinha álcool. Eu tive que me controlar para não me rir, o polícia lá esboçou um sorriso e me mandou seguir.

Tuesday, 25 March 2008

Portugal!!!

Tuesday, 11 March 2008

Adeus Bangalore.... Olá Deli, Agra, Jaipur, Goa e algo mais

Ah... para que não comecem as bocas, vou em trabalho...

Sunday, 9 March 2008

Coisas que ainda me surpreendem

Ontem quando regressei a casa eram 5 da manhã. Encontrei um senhor na garagem que lavava um carro e perguntei-lhe se poderia limpar a minha mota. Ele respondeu que sim informando-me que o preço mensal para lavar o carro eram 4,90€, com lavagens diárias o que representa cerca de um custo de 0,16€ por lavagem (de realçar que o serviço ocorre durante a noite).

É nestas alturas que me interrogo, como interessado em economia, se o mercado tudo resolve...

last.fm - the social music revolution

Como referi num artigo anterior nunca fui grande adepto das plataformas sociais da internet. Agora rendo-me a uma, last.fm

Uma plataforma onde podemos ouvir as músicas dos nossos artistas preferidos. Podemos seleccionar um artista e ficar a ouvir um álbum inteiro, ou simplesmente ouvir músicas de um género musical. Também se pode escolher um nome de um artista e requerer músicas de artistas que se assemelham.

A parte social serve para conhecer pessoas com interesses musicais semelhantes aos nossos, assim como ficar a par de todos os eventos relacionados com determinado artista ou género musical.

Experimentem, com certeza irão gostar das funcionalidades.

http://www.lastfm.com/

Saturday, 8 March 2008

Índia, vou ter saudades tuas

Quando tomei a decisão de vir para a Índia, vinha com uma predisposição de enfrentar muitas dificuldades e momentos complicados, testar os meus limites.

Sempre fui uma pessoa que perspectiva muito o futuro, que o planeia bastante e disposta a sacrifícios presentes para recolher proveitos futuros. Sou um sonhador, e um sonhador que se preze imagina e vive o futuro com intensidade.

Não deixei de o ser, aliás o título deste artigo o prova, sempre me disseram que isto era algo mau, pois que o seja, eu sou assim.

Esta experiência na Índia tem-me surpreendido num aspecto peculiar, eu tenho sede de viver o presente, não me preocupa minimamente que consequências é que esta aventura poderá ter na minha vida!!! Estou a viver intensamente e cada momento me preenche mais que o outro.

Ontem tive um serão muito agradável com pessoas que conheci nessa mesma noite. Estivemos até às três da manhã à volta de uma mesa, animados com um jogo de convívio. No regresso a casa esperava-me uma viagem longa. Uma viagem, que me deu tempo para reflectir um pouco sobre os últimos três meses da minha vida e perceber que vou ter muitas saudades de pessoas e momentos que tanto me têm feito sorrir.

Dream Team


Em cima: Ed (Inglaterra), Mark (Alemanha), ian (Camarões) e Djaew (Camarões)
Em baixo: Gabiru (Brasil), Jaime (Portugal) e Preetham (Índia)


Já me tinha decidido que tinha que conseguir organizar uma equipa para jogarmos uma futebolada ao fim-de-semana.

Quando soube que o Preetham costumava jogar com pessoal Indiano, fiz-lhe logo uma proposta: Vamos fazer um jogo India vs Resto do Mundo.

Esta semana, comecei a contactar o pessoal, lançando-lhes este grande desafio mas o facto de o jogo ser num Sábado às oito da manhã dissuadiu muitas pessoas.

Em vez de um jogo de onze fizemos um jogo de sete em terra batida.

Os Indianos estavam rotulados de muito bons, tenho que confessar que até jogavam bem mas o nosso poderia era evidente. O jogo terminou numa vitória nossa por 7-2!!!

O jogo foi jogado com fair play e boa disposição e no final terminámos o convívio comendo uma melancia.

Parece que agora todas as semanas teremos um jogo, veremos se aparece uma equipa que nos faça frente lol...


Thursday, 6 March 2008

Hampi, um museu a céu aberto

Uma imagem de um comboio superlotado traz automaticamente à nossa memória, a Índia. Esta era a imagem que tinha do sistema ferroviário deste país, uma rede de linhas férreas deixada pelo colonialismo britânico, onde poucas melhorias teriam sido feitas desde a década de 40 e que continuava apesar de tudo a ser a única solução de transportes levando à superlotação das carruagens.

O comboio, continua a ser o sistema de transporte por excelência na Índia. A aviação civil tem níveis de desempenho muito satisfatórios mas não consegue ter uma oferta de acordo com a dimensão populacional e os preços oferecidos são demasiado exigentes para os rendimentos médios dos Indianos.

Do sistema rodoviário, nem vale pena falar, basta ter em atenção que as vias rodoviárias estão pejadas de animais, as populações usam-nas para secar alimentos, não existe sistema de iluminação e um facto desconcertante, 80% dos automobilistas conduzem a tempo inteiro com máximos.

Antes de me aventurar nos comboios da Índia, pedi opinião algumas pessoas que já tinham viajado de comboio, maioria das opiniões foram favoráveis e portante fiquei tranquilo.

Esta tranquilidade durou até ao dia que entrei no comboio. As nossas caras eram de pavor, o comboio era apertado, cheirava mal, estava sujo e o seu aspecto global criava um sentimento de repulsa imediato. Começamos a rir compulsivamente e a tirar fotos do filme que estavámos a viver, poucos minutos depois todos os olhares nos tinham como destino.

Depois desta descrição deixem que vós diga que a viagem de regresso foi pior, sim é possível. Nas estações um cheiro nauseabundo a urina, as baratas entraram sem bilhete e como vizinho tinha um senhor que roncava que nem um suino.

A descrição feita levaria a inferir que tivemos um fim-de-semana ruinoso... A verdade é que foi magnífico com momentos para recordar vezes sem conta.
O comboio que nos levaria de Bangalore a Hampi
Já bem instalados no luxuoso comboio
Da estação de comboio para Hampi
Chegados a Hampi teríamos que encontrar uma guest house com condições de higíene mínimas. Após dois ou três sustos lá conseguimos alojamento. A mim coube desembolsar cerca de 1,60€ pela noite, nem consigo descrever o prazer que me deu pagar esta pechincha (ainda quero bater esta marca).

Hampi é atrevassada por um rio. Nesta cidade o álcool, o tabaco e a comida não vegetariana são extremamente difíceis de consumir sendo que os dois primeiros têm proibições oficiais. O lado do rio onde ficámos alojados tem alguns foras da lei e portanto lá conseguimos beber umas cervejinhas não tão geladas quanto gostaríamos (havia cortes de luz duas ou três vezes ao dia por períodos mais ou menos longos).

Viajar de comboio durante a noite tem uma vantagem interessante, chegamos bem cedo ao destino e todos pronto para começar a passear e conhecer o local, ninguém fica a preguiçar até ao meio dia.

A nossa visita começou bem cedo, o que nos permitiu visitar a grande maioria dos locais de interesse com a calma necessária.
Primeiro pequeno-almoço em Hampi no restaurante da nossa Guest House
Vista apreciada do rest. da guest house
Hampi está repleta de templos, esta cidade conta-nos uma história, cada pedra trabalhada é uma página de um livro repleto de mistérios, crenças e fantásias. Um verdadeiro museu a céu aberto. Quando esgotámos os templos decidimos ir comer qualquer coisa ao famoso restaurante Mango Tree, que nos tinha sido aconselhado por vários amigos. A comida estava boa mas para mim um belo repasto tem que ser acompanhado por carne ou peixe.

Atravessámos o rio quando o sol já nos ameaçava abandonar. Eu a Polli e o Zé fomos deitar-nos sobre uma pedra a contemplar o pôr-do-sol, um momento que me soube tão bem e que me relaxou tanto, que acabei por adormecer. Os mosquitos lembraram-se de estragar o nosso sossego e regressámos para jantar na guest-house.

Era a noite do André (Gabiru) cantámos-lhe os parabéns e estivemos um pouco na conversa mas o cansaço de um dia intenso não nos permitiu ficar até tarde como gostariamos.
Me, Zé, Pollyana e Rafaela
Eu e o André com a turma toda
Breve pausa
Almoço em Mango Tree Contemplando o pôr-do-sol
Eu depois de uma bela soneca
No dia seguinte e já cansados de visitas culturais queriamos era pagode e descanso. Dormimos até um pouco mais tarde e tomámos o pequeno-alomoço relaxados. Com um dia quente decidimos ir até uma barragem para convivermos e aproveitar o sol.

Faltava-nos visitar um templo importante e com fama de uma vista fantástica: o templo dos macacos. Aqui iriamos presenciar o momento da semana. Como todos sabem os macaquinhos são ladrões natos. A Rafaela transportava a nossa água quando um macaquinho lhe saltou em cima da garrafa tentando roubá-la. A Rafa com reflexos muito rápidos empurrou o macaco e não satisfeita começou uma luta com o macaco tentando desferir-lhe golpes letais com uma garrafa de dois litros de água... Nós tentámos acalma-la até que a Rafa chateada largou a garrafa e disse ao macaco “ É isto que queres então fica com ela” Nós depois de uma luta de coragem da Rafa não iamos ficar sem água né? Até abandonarmos o templo a Rafa ainda seria vitíma de mais umas tentativas de assalto mas todas frustadas.



Mergulho na barragem
me@ monkeytemple


A calma de Hampi soube-me muito bem já não me lembrava de fechar os olhos e sentir silêncio. A Índia é famosa no exterior pelas suas técnicas de ioga e relaxamento mas a realidade que vivo é de uma Índia ruidosa, onde ter um minuto de silêncio torna-se uma utopia. Pude descansar e ter o sossego para pensar, estar um pouco sozinho desfrutando os meus sonhos e as minhas paixões.